Pular para o conteúdo
Bernardo Fernandez

Produto · 11 de fevereiro de 2026 · 4 min de leitura

Como eu penso um MVP que não vira uma bagunça

Velocidade e manutenibilidade não são opostos. As restrições que eu uso para um MVP de seis semanas não virar uma reescrita de seis meses.

Todo projeto ambicioso começa com uma lista, e a lista é honesta — tudo aquilo vai importar em algum momento. O erro é construir em paralelo: tudo pela metade, nada bom de usar, e a data de lançamento escorrendo enquanto o codebase fica mais difícil de mudar.

A alternativa em que me estabilizei é um ciclo, não uma lista de funcionalidades: um caminho completo que o usuário percorre, da chegada até o momento em que o produto conquista a confiança dele. Constrói o ciclo. Pola o ciclo. Entrega o ciclo. Deixa o uso real decidir o que é o ciclo dois.

Qualidade é o multiplicador do escopo

Um produto pequeno que parece sólido gera mais impulso que um grande que parece aproximado. Usuários perdoam funcionalidade faltando; não perdoam se sentir beta tester. O orçamento de polimento não é vaidade — é a diferença entre um produto que se espalha e um que estanca.

O truque é direcionar esse polimento ao ciclo. Polir funcionalidades que ninguém pediu ainda é como times se sentem produtivos construindo a coisa errada.

O que eu corto primeiro

Painéis de admin viram scripts. Permissões viram convenções. O segundo tipo de conteúdo vira funcionalidade futura. Cada corte é uma aposta de que o núcleo, bem feito, basta para aprender — e na minha experiência quase sempre basta.

O que eu me recuso a cortar é a parte que o usuário toca e a parte que o próximo desenvolvedor vai ler. Um codebase pequeno que um estranho consegue navegar vale mais que um grande que só o autor consegue mudar.

Pensando em algo parecido?

Vamos conversar sobre seu projeto